quarta-feira, 2 de julho de 2008

Tem jeito de ser Cristão sem Igreja?

É até um "lugar-comum" dizer que a igreja evangélica está em crise. Parece que ela vive em crise. É o seu estado normal. A afirmação nem tem mais apelo.

Quem se envolve de perto com a rotina das igrejas evangélicas sente-se às vezes bem cansado com a enorme distância entre as expectativas e promessas de realização religiosa e as misérias da divisão, da pobreza humana e dos conflitos de poder que acontecem lá dentro. Daí se pergunta: não tem jeito de ser cristão, sem igreja? ;-D

Kevin Vanhoozer e a Igreja

Acabei de ler o capítulo de Kevin J. Vanhoozer na coletânea The Futures of Evangelicalism: Issues and Prospects, editado por Craig Bartholomew, Robin Parry e Andrew West. O Título do capítulo é "Evangelicalism and the Church: The Company of the Gospel".

Vanhoozer é um dos interessantes teólogos ingleses que apareceram nos últimos anos. Embora não tão influente quanto McGrath, é sem dúvida interessante e tem algo a dizer. Sua tese de doutorado, publicada pela editora da Universidade de Cambridge, tratou de Paul Ricoeur (Biblical Narrative in the Philosophy of Paul Ricoeur: A Study in Hermeneutics and Theology), e ele vem lançando diversas obras muito ricas. Para citar duas: The Drama of Doctrine: A Canonical-Linguistic Approach to Christian Theology (O Drama da Doutrina: Uma abordgem canônico-linguística à teologia cristã) e Is There a Meaning in this Text? - Esta última traduzida pela Vida Acadêmica: Há um Significado neste Texto?

Pois bem; no capítulo Vanhoozer reconhece que o sucesso exterior da igreja evangélica mascara a sua fraqueza teológica quando o tema é "igreja". A eclesiologia evangélica está "no nível da pobreza". Um das razões disso tem a ver com a origem do movimento, que é extremamente "paraeclesiástico" e focalizado na salvação do indivíduo. Mas não é só a teoria eclesiológica que é ruim; a pobreza atinge a prática e a adoração evangélica, que tendem a se dobrar ao individualismo e ao consumismo.

Muita gente apontou o problema. Stanley Grenz (o autor daquele livro sobre pós-modernismo, da Vida Nova) observou que a identidade evangélica balança entre os pólos do proposicionalismo (doutrina correta) e pietismo (ênfase na piedade). Sua solução: que teologia seja vista como uma articulação do mosaico de crenças da comunidade cristã. O centro estaria mesmo no compartilhamento de uma experiência comum de fé. E a eclesiologia viria para o centro, substituindo a ênfase na doutrina correta.

A resposta de Vanhoozer a isso é muito interessante:

Que tipo de identidade Cristã as igrejas evangélicas deveriam nutrir? Me sinto infeliz com a dicotomia entre piedade e proposições. Eu quero a minha verdade, e quero sentí-la. A explicação bifurcada de Grenz da identidade evangélica relembra a análise bifurcada da modernidade em Kant. [...] Grenz, como Schleiermacher, simplesmente escolhe elevar a ética de Kant e a sua Crítica da Razão Prática sobre a sua metafísica e Crítica da Razão Pura. Mas o próprio Kant introduziu um terceiro termo: a imaginação. Eu creio que os evangélicos deveriam fazer algo similar (p. 50).

Ricoeur de fato discute bastante o papel da imaginação, em suas discussões hermenêuticas, desenvolvendo as idéias de Kant. Vanhoozer retoma isso na sua tese doutoral sobre Ricoeur, mostrando como a esperança está ligada à imaginação, etc. Mas veja onde ele chega com isso:

A identidade evangélica é melhor vista como formada pelo que podemos chamar de imaginação evangélica, ou seja, pelas narrativas bíblicas que apresentam o mundo como ele realmente é: criado, caído e redimido. Por imaginação eu não me refiro à capacidade de produzir imagens de coisas que naõ estão aqui, mas à capacidade de apreender uma dimensão da realidade que escapa à percepção sensória. A imginação é uma faculdade cognitiva distinta que capta diversas pessoas e eventos juntos em um tipo de visão sinótica; é a habilidade de captar diversas partes em termos de um todo (ou história) unificado (p. 51).

A importância do que Vanhoozer diz aqui não pode ser diminuída: de certo modo ele localiza a percepção da realidade das coisas - e isso vem de fato de Ricoeur, da noção de imaginação como "sonda" do real, e de Kant, enfim - na imaginação. Isso se encaixa bastante com muito do que Chesterton diz, sobre a percepção da realidade como algo além da mera coerência lógica. Com isso, ele relativiza o lugar do conhecimento doutrinal e da ética, introduzindo um elemento estético na percepção das coisas.

Ao mesmo tempo, ele não tira o lugar do evangelho para alcançar isso; o que ele faz é mudar o "órgão de percepção". Não é meramente a "experiência" (liberalismo) ou a "razão" (racionalismo teológico, fundamentalista ou não).

Ser evangélico, então, seria ser capturado pela narrativa evangélica; ter a imaginação aberta por ela, e perceber o mundo de outro jeito - como ele é de fato. Sem a narrativa, os contornos reais das coisas ficam difusos. Ser evangélico é, portanto, ter uma experiência de percepção diferente, além dos limites da mera razão ou da mera experiência. É "pegar" o sentido total da coisa.

Vanhoozer apresenta ainda algumas peças interessantes de crítica cultural e teológica; observa que boa parte dos evangélicos vê a igreja como um "soma de indivíduos", uma criação dos indivíduos (ao invés de criadora deles), critica a Macdonaldização da igreja (a técnica e a homogeneização dominando tudo), e avalia a tendência de alguns teólogos de elevar a idéia de comunidade - a eclesiologia - como o fundamento e o critério final da teologia (John Milbank, Stanley Hauerwas, John Howard Yoder e Stanley Grenz). Quanto à essa última tendência, bastante pós-moderna, ele responde:

Como temos visto, ser evangélico é insistir sobre a prioridade da palavra de Deus e dos atos de Deus sobre a fé, a resposta, ou as experiências de homens e mulheres e, eu adicionaria, sobre a fé, a resposta, ou as experiências de comunidades (p. 69-70).

"Muito bem", eu diria. E isso torna clara a visão de igreja de Vanhoozer: a "companhia do Evangelho". Para ele a igreja é o "tema", o "resultado", a "incorporação" e o "agente" do evangelho (p. 71). De sua fonte à sua missão, a igreja tem o seu centro no evangelho, na narração dos atos de Deus.

O que está bem de acordo com a definição da identidade evangélica como baseando-se na apreensão da narrativa evangélica, por meio da imaginação.

Daí Vanhoozer retoma as quatro "marcas" clássicas da igreja verdadeira - una, santa, católica e apostólica, e reinterpreta a falha evangélica em preencher essas características - especialmente a "unidade" - interpretando-as escatologicamente: em termos da dualidade "já/ainda não".

A solução é bastante útil. De fato ele já havia comentado antes que a tensão entre "igreja invisível" (pura) e "igreja visível" (imperfeita e ambígua) pode ser proveitosamente recolocado em termos do já/ainda não escatológico. Para os evangélicos, que lutam com o problema da fragmentação, o modelo explica bem.

Eu não faria justiça a Vanhoozer se não comentasse o quadro final que ele pinta a respeito da natureza da Igreja. Ele compara o evangelho como um "script", e a prática comunitária do evangelho - a igreja - como a "dramatização", do evangelho.

O termo "companhia", vem do latim: "com" + "panis" = "com pão". Vanhoozer sugere que a igreja compartilha a visão de Deus (teologia), uma mesa comunitária (ética) e também é uma "companhia teatral", que oferece interpretações do evangelho, superiores à própria exegese. Essas interpretações seriam a qualidade sobrenatural de sua vida comunitária: the playerhood of all saints.

Tem Jeito de Ser Cristão sem Igreja?

Vanhoozer ajuda a gente da dar uma resposta. Em algum ponto, discutindo se a eclesiologia é fundamental, a sua resposta foi "sic et non".

Sic

Sim, de certo modo. Porque o evangelho não vem da Igreja. A igreja é que é uma "criatura do evangelho". Ser evangélico é, portanto, reconhecer isso. É reconhecer que os atos de Deus tem prioridade sobre a resposta humana. E o evangelho é o anúncio, a narração desses atos salvadores de Deus. Ser evangélico - e este é o espírito da reforma - é anunciar a prioridade do evangelho.

Então, para um evangélico, a igreja nunca terá prioridade sobre o evangelho. Ela nunca será o seu juiz. Pelo contrário, ela sempre estará sob a sua bênção e o seu julgamento. É por isso, também, que ela é "semper reformanda".

E assim a espiritualidade genuinamente evangélica sempre será profundamente pessoal. Sempre apontará a necessidade de conversão pessoal, e do homem se tornar um indivíduo diante de Deus, responsável por sua escolha, de certa forma autor de si.

Non

Mas isso tudo soa tão moderno que me faz até bater os dentes. É, de fato. Olhando de perto, o evangelicalismo é bem moderno.

Vanhoozer faz o contraponto: precisamos da comunidade, porque é nela que o evangelho pode ser vivenciado, incorporado, agenciado. Acho que poderíamos dizer o seguinte: de fato, o evangelho é o princípio da igreja. Mas quem disse que ele é recebido e compreendido individualmente?

Acho que o ponto é este. É que a salvação trazida pelo evangelho não é "pessoal" no sentido de "individual". Ela é comunitária. Mais do que isso: ela é cósmica.

Então não dá para ser cristão "sem igreja". Cristão "sem igreja" é "semi-cristão". É como o fiel antes da vinda de Jesus Cristo. Crê em Deus, mas ainda está esperando o cumprimento da promessa. A vida cristã não é feita só de "ainda não". Tem que ter um "já", e um aspecto do "já" é a comunidade. Deus habita a comunidade. Não é o indivíduo meramente; é a comunidade o lugar da presença de Deus. Ele habita uma cidade. A Igreja é que é um corpo e um templo.

Sem Igreja Em Tempos Pós-modernos

Daí a dificuldade hoje. Pós-modernidade é em grande medida fragmentação, pluralidade, consumo, customização. As pessoas se revoltam contra tudo o que é "macro", ou "estrutural", ou "universal", ou "padronizado". Não existe "verdade única". Daí que muita gente acha que não precisa ser membro de "igreja". Cada um segue o seu coração, busca a sua experiência própria, diferente. Ninguém é igual.

Só que, com isso, ao invés de vencer a modernidade, a gente fica mais moderno ainda. Porque fica mais individualista, mais separado do outro, mais fraco diante das grandes forças de homogeneização - o Estado, o Mercado e a Mídia (na forma atual, a trindade do capeta ;-D).

E a imaginação? Como projetar o "filme" da narrativa evangélica sem uma "tela"? Como "representar" sem um "palco"? Ser cristão sem construir comunidade é aderir a uma idéia, não a uma vida. É matar aula no dia da prova. É sumir no dia do casamento.

Cristão sem igreja, no mundo de hoje, é a mesma coisa que nada.

Quer ser pós-moderno mesmo? Procure uma igreja de bairro.

9 comentários:

Onésimo Mesquita disse...

Olá, nobre Guilherme
Recentemente li o livro de Vanhoozer "A um significado nesse texto?" pois tinha terminado sua apostila de filosofia reformacional q pegeui do seu site,e para mim foi o melhor livro de interpretação teologica q li.
sobre o q vc postou da afirmação dele sobre a dualidade já/ainda não".
Vejo como isso é importantissimo pois essa visão sendo espandida da unidade para a realidade utopica da igreja que muitos querem e fundamental pois nos livra do derrotismo e triunfalismo, que assola muita gente.
Òtima postagem!

EStou divugandoL'Abri aqui no meu Ceara.

Um abraço!

Glauber Ataide disse...

Bem, se ser cristão sem igreja é a mesma coisa que nada, então acabo de descobrir que sou um nada. :)

Essa "revolta" contra tudo que é macro pode ser, claro, uma das razões dessa debandagem pós-moderna, mas não a única. O problema é multideterminado, acredito.

Agora, deslocando o comentário do universal para o particular, qual seria a razão de um estudante de Filosofia, que já passou anos e anos ativamente dentro da igreja, não suportar mais ficar lá dentro? Espero ansiosamente uma explicação que desafie o que eu já expliquei a mim mesmo. Talvez eu queira, lá no fundo, acreditar que a igreja não é tão ruim assim quanto me parece.

Ficar longe da igreja se tornou pra mim hoje uma questão de manter a paz de espírito. E o filósofo Sêneca me explicou a razão: "...a relação com pessoas diferentes demais de nós perturba o nosso equilíbrio...".

Este é um comentário essencialmente pessoal sobre a questão, no qual quero apenas contrapor a visão de um pastor teólogo à de um leigo estudante de Filosofia. Isso porque o conselho de procurar uma igreja de bairro talvez seja um fardo pesado demais pra mim.

Lucas Castro & Isabella Passos disse...

nossa que chute a ultima frase. E eu aqui pensando que o melhor que restava eram as igrejas de bairro. Isso talvez porque eu seja bem cosmopolita, daí...

Mas te contar um fato interessante:
No meu primeiro periodo de psicologia, na aula de sociologia, professor pediu pra fazer um trabalho sobre pós-modernidade. Ae, eu tenho o livro do Grenz (Pós Modernismo - Um guia para entender a filosofia de nosso tempo), e o usei de referencia. Rapaz, o professor me volta o trabalho todo empolgado querendo saber que editora é essa Vida Nova....eu achei otimo e falei. Ele logo se frustrou...hheheheh...eu tirei total no trabalho e nem era aspirante a "apologeta"....hahahahahahah...essa foi boa!

Abraços e bom texto.

Onesimo Mesquita disse...

Nobrissimo Guilherme,
Quero somente perguntar algo sobre Vanhoozer.
Ele tem concepções Dooyeweerdianas em sua abordagem teologica e filosofica?
Pois analizando bem cheguei a ver similaridades, mais não sei se ele é Dooyeweerdiano.
somonte isso .

Un abraço!

Guilherme de Carvalho disse...

Caro Onésimo,

Rapaz, vc é um herói de ler aquela minha apostila! :-D

Olha, o Vanhoozer não é Dooyeweerdiano não. O máximo que ele tem é um contato indireto com a tradição neocalvinista - ele usa Plantinga e Wolterstorff.

Há similaridades, em parte, porque ele tem um pé na filosofia continental - Kant, Paul Ricoeur, etc. E Dooyeweerd pertence a essa tradição.

E vc tocou bem no ponto prático - aprender a viver no "real" é se livrar do derrotismo e do triunfalismo.

bração,

Guilherme

Guilherme de Carvalho disse...

Caro Glauber,

não quero de modo algum colocar sobre você um fardo pesado demais...

Minha última frase no post foi bombástica e genérica. É claro que nem toda igreja de bairro é sadia; especialmente para um estudante de filosofia :-D

Temo que as igrejas não estejam bem preparadas para lidar como pessoas questionadoras. Mas não tenho idéia do tipo de experiência ruim que vc teve com igrejas. Há mil-e-uma formas diferentes de se decepcionar...

Eu já tive grandes decepções com igreja. Mas sabe, não tem outro jeito. O caminho do auto-conhecimento e do conhecimento de Deus é o caminho da ingratidão e da incompreensão. Isso se chama "cruz".

Quanto ao Sêneca, este é o ponto! Comunidade é algo perturbador, mas não há outra forma de sermos pessoas completas. Assim como comunidades sem pessoas completas são massas de gente, indivíduos sem comunidade são incompletos. A comunidade exige de nós lidar com o "outro" - a "alteridade". E isso ajuda a gente a ter um eu mais consistente, mais seguro.

Pense nisso, mas não faça nada rápido. Pense na coisa com aquela atitude: "um dia ou outro vou ter que lidar com isso". Se dê ao trabalho de tentar entender porque a comunidade é algo essencial para vc, em particular.

bração,

Guilherme

Volney Faustini disse...

Excelente texto - tem tudo a ver com a 'nossa' discussão no meu blog e no Zona da Reforma.

Gostei muito do Com Pão Nia ... he he - é de matar. Aí não tem jeito. como ser comunidade sem repartir o pão?? E como viver sem comunidade???

Fiz referência ao seu texto para manter a discussão on going lá no meu blog.

Anônimo disse...

Grande Guilherme.
Excelente post. Só não concordo com a posição de que a salvação aponta para o cósmico ou coletivo. Ele é individual no sentido que nos tornamos um com Ele - e aí sim - parte para sua projeção coletiva, gerando o produto (do próprio evangelho): a Igreja.
Que mais você tem aí sobre isso?Abração,
Magno Paganelli

Heber Zenun disse...

Quando o tema é igreja, creio que é importante ousar um pouco mais do que toda a informação tecno/teológica/filosófica etc., temos um fundador, então um autor, então uma autoridade, que não é outro a não ser JESUS CRISTO, e a PALAVRA que por muitos anos foi chamada de "canon" ou padrão, ou vara de medir. Enfim, quando os tempos ainda não eclipsavam JESUS nem a PALAVRA, poderíamos ver que o que Jesus formou em SI mesmo são pessoas que O amam e O seguem em Verdade e Amor, sendo cidadãos de SEU Reino, já e agora, mesmo que o "ainda não" tenha surgido na teologia. O que vemos na Palavra é a Presença do SENHOR pelo SEU ESPÍRITO SANTO e a continuidade deste ato de buscar a salvar o perdido e estes são o que ELE chamou de "minha igreja". Quando nos detemos única e exclusivamente no coração de DEUS, então em CRISTO e em SUA PALAVRA o que veremos é um povo resgatado, então milagrosamente nascidos de novo, sendo então filhos do ALTISSIMO e uma reunião, assembléia, grupo, família, igreja de DEUS, e tal povo tão somente O ama e lhE é por sal e luz em um mundo que necessita saber e ver estas realidades de DEUS no testemunho de vidas que lhE são o que ELE as fez ser. Qualquer outra forma de agrupamentos, mesmo que haja uma placa indicativa com nomenclaturas extraídas das ESCRITURAS, não passam de plágio e conduzindo os não esclarecidos a vias equivocadas e todo discurso por mais sofisticado que seja será apenas sofisticado ou sofismático. Urgente que o mundo tenha amplo acesso a PALAVRA DO SENHOR e por ELE seja alcançado e salvo. O povo do SENHOR é o povo de Hebreus 11, que em geral não aparece, nem há qualquer valor dado a estes pelo ambiente que viveoms, de fato é um pequeno rebanho em um caminho estreito, mas é assim que será até o DIA, e não há qualquer força que irá impedir este AGIR do SENHOR em alcançar estes que são remanescentes fiéis a um evangelho que é na linguagem da PALAVRA, "pureza e simplicidade".
Convém orar e ser um crucificado e um diminuído, assim como ouvimos o testemunho de João e de Paulo.

heber
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