terça-feira, 8 de maio de 2007

Família Carvalho em L'Abri: Relatório 02


FAMÍLIA CARVALHO

PROJETO PRO-L'ABRI BRASIL

RELATÓRIO 02 – ABRIL DE 2007

L’Abri Fellowship
The Manor House

Greatham, Liss
Hants, GU33 6HF


08 de Maio de 2007


Conclusão do Primeiro Termo de Estudos de 2007

No princípio do último mês – no sábado, dia 07 de abril, exatamente, findou o primeiro termo de estudo do L’Abri da Inglaterra (iniciado em meados de janeiro). Muito choro na despedida dos estudantes, muita saudade antecipada, muita alegria pelas experiências e pelo aprendizado. Alguns foram embora felizes por ter alcançado uma transformação, ou uma nova perspectiva. Mas, como sempre acontece, alguns deixam o L’abri sem ser capazes de precisar se algo mudou ou não. Conversando com Louise Lindholm, esposa de Stephan Lindholm, descobri que essa é uma grande interrogação para qualquer worker do L’abri: o que será de todas essas pessoas? É um trabalho diferente do trabalho pastoral típico, porque os estudantes vão embora após três ou quatro meses, e não há como continuar o que foi iniciado. Alguns retornam depois; de muitos se recebe boas notícias mais tarde; mas o contato com muitos é perdido. Assim a equipe precisa entregar tudo na mão de Deus. Ela literalmente “perde o controle” sobre os resultados do próprio trabalho, e isso traz às vezes um sentimento de vazio, de dúvida, de insegurança sobre o valor e a permanência de todo o esforço despendido. Mas isso também é bom. É uma forma de nos lembrarmos de que, afinal, nunca tivemos esse controle. Deus não entrega a sua glória a ninguém...

O fechamento do termo coincidiu com as celebrações da páscoa. Primeiro, na sexta feira, tivemos um grande jantar, misturando elementos da páscoa cristã com a páscoa judaica: uma Haggadah, conduzida por Stephan Lindholm. Foi um culto memorável. Tivemos bastante trabalho para lavar toda aquela louça.


No dia seguinte, após um lauto café, fizemos uma enorme faxina da Manor House: suas dezenas de quartos e salas foram varridos, espanados e aspirados, incluindo cortinas, sofás, tapetes, etc. Quilômetros de teias de aranha foram removidos, os banheiros lavados, as cozinhas, escadarias e corredores. Em alguns pontos, como a cozinha principal (Victoria Kitchen) os estudantes limparam e escovaram cada canto. Neste dia o almoço foi do lado de fora. Eu e a Alessandra ficamos responsáveis por – adivinhem só: a biblioteca! Eu não pedi por isso, acreditem. Foram ordens de Louise. Passamos um dia inteirinho limpando prateleiras e tirando poeira de livros. Enfim, posso dizer que li todos os títulos da biblioteca do L’abri – se não os livros, propriamente, ao menos os títulos...

O fim do termo também é motivo de alegria. Louise me advertiu a respeito: os workers “desaparecem” quando o termo acaba. Isso é literalmente verdadeiro! Ao final de tudo eles estão tão cansados do esforço e do atendimento constante às necessidades de tantas pessoas que tudo o que querem é silêncio e solidão. Mas, devo dizer, nós também estávamos esperando este momento. O esforço de se adaptar a uma cultura diferente e de manter a atenção constante para acompanhar os diferentes sotaques – australiano, sul-africano, britânico, irlandês, americano de Chicago, de Massachussets e Canadense – nos deixava extenuados no final do dia. Embora por razões diferentes, nos estávamos, por assim dizer, “no mesmo espírito”!

Assim, nos primeiros dias, os workers “sumiram”. Jim e Merran Paul foram com os filhos para a Itália, de férias. Edith Reitsema foi para a Holanda ver a família, e Jeff e Heddern Dryden também saíram de férias com os filhos. Neste momento a visão mais comum era a de Louise e Martha trabalhando incansavelmente em suas hortinhas e jardins – sua terapia, como vim a saber. E Stephan, quando não estava lendo Cristologia, trabalhava com Calvin (um dos filhos do Andrew) na preparação de uma quadra de tênis gramada para o verão.


Chegada de Rodolfo Amorim do L’Abri Holandês

Três dias depois do trabalho duro, no dia 10 de Abril, chegou da Holanda Rodolfo Amorim – o outro membro da equipe do pro-l’abri Brasil. Por orientação de Andrew Fellows, líder do l’abri inglês, Rodolfo cumpriu seu primeiro termo no l’abri da Holanda, dirigido por Wim Rietkerk, que também é o chairman do L’Abri Fellowship International. Andrew veio trazer Rodolfo até a porta da School House (a nossa casa) com um enorme sorriso na face. A esta altura já estava sabendo que a liderança do l’abri holandês queria manter Rodolfo na Holanda, para trabalhar como helper. Andrew não quis conversa: “você fica aqui!” Mas até agora os holandeses continuam insistindo para ter o Rodolfo de volta. Após alguma conversa descobrimos que o Rodolfo pegou a faxina no l’abri holandês também. A crianças ficaram felicíssimas com a sua vinda.


Visita à Base da WEC e à Christian Studies Unit

Na quinta feira, 12 de Abril, nós deixamos Greatham cedinho e fomos até Liss (uma boa caminhada) para tomar o trem para Londres. Fomos convidados por Titus Dima, um experiente missionário Indonésio da WEC Mission (Missão Amém) para ficar uns dias em Bulstrode, o quartel general da Missão. Titus Dima morou pouco mais de um ano na casa de meus pais, em Belo Horizonte, estudando o português, antes de se mover para Guiné Bissau, onde trabalhou por mais de 10 anos. Tornou-se muito querido em nossa igreja – a Igreja Batista do Caiçara – como o é de todos os que convivem com ele. Titus pôs de lado mais uma vez os planos de fazer o doutorado na Irlanda para retornar a Guiné, onde planeja trabalhar mais alguns anos. Titus foi o nosso guia no primeiro dia em Londres.

Dissemos em nosso primeiro relatório que a Manor House é enorme, mas Bulstrode equivale a cinco ou seis Manor Houses! Trata-se de uma propriedade em uso há cerca de 1000 anos. A mansão foi construída no século XVII, destruída e reconstruída no século XIX (o portal à direita é tudo o que resta da construção original). Foi adquirida milagrosamente: a missão pagou 70.000,00 libras pela mansão, e vendeu em seguida uma pequena parte da propriedade pelo mesmo valor! A mansão é a base da WEC da Inglaterra e também da WEC internacional.

Na WEC tivemos a oportunidade de conhecer David, vice-diretor da England WEC, um inglês com excelente português, Stuart, o diretor da England WEC (na foto), e os vice-diretores internacionais, que foram anteriormente líderes da WEC na Indonésia. Stuart é uma pessoa maravilhosa. A todo o momento se oferecia para nos levar até a estação de metrô, ou para nos buscar, quando tínhamos problemas para tomar ônibus, a ponto de nos deixar constrangidos! Ficamos em Bulstrode por quatro dias maravilhosos. Foi uma oportunidade de conhecer melhor a estrutura de uma das maiores agências missionárias do mundo, e de reencontrar o Titus. Como Bulstrode é relativamente próxima de Heathrow e da estação de metrô de Uxbridge, fizemos também algumas visitas ao centro de Londres e conhecemos alguns museus. Uma experiência importante para as meninas, e para a Alessandra, principalmente, que é historiadora. Como sempre, precisamos dizer: Titus é uma pessoa fenomenal!


Na sexta feira, 13 de Abril, eu e Rodolfo fizemos uma rápida viagem a Bath, no sudoeste da Inglaterra. A cidade é famosa pela preservação de um antigo banho romano original. Em Bath tomamos um ônibus para um bairro distante da cidade, para nos encontrar com o Rev Richard Russell, ex "principal" da St. Thomas a Becket Church, de Bath. Richard é um filósofo aposentado, que teve importante papel na origem do movimento de filosofia reformacional na Inglaterra, juntamente com Elaine Storkey, professora do Wycliff Hall. Richard influenciou gente como Andrew Basden (Salford University), os filósofos políticos Paul Marshall e Johnathan Chaplin, Roy Clouser, entre outros. Ele mesmo conheceu e interagiu como nomes como Hans Rookmaker.

Richard mantém em sua casa a Christian Studies Unit, uma espécie de centro informal de estudos filosóficos, onde ele recebe amigos, estudantes e pessoas interessadas em conversar sobre filosofia cristã e sobre a missão cristã no mundo, e vende alguns livros importantes sobre o assunto. Lá nós encontramos, por exemplo, o Iluminating Law, uma das mais importantes dissertações sobre Dooyeweerd. Richard nos recebeu muitíssimo bem, e ficou tão entusiasmado com a AKET, o Pro-L’Abri e tudo o que estávamos fazendo no Brasil que nos doou mais de 200 libras de livros, para o futuro L’Abri Brasil! E nos fez prometer que voltaríamos lá.


Nós nos demoramos um pouco, e tivemos que correr para tomar o ônibus de volta para Londres. No dia seguinte nos despedimos de Stuart, David (na foto), e de outros amigos, retornando para o L'Abri. Foi um tempo maravilhoso, que seria impossível sem a ajuda do Titus.


Rotina no "Break Time"

De volta a Greatham, foi necessário desenvolver uma rotina própria, para aproveitar ao máximo o tempo do breaktime – o período entre os termos. É um tempo relativamente longo: de 06 de Abril até 20 de Maio. Cada um está se ocupando na maior parte do tempo com os estudos: Rodolfo está lendo sobre filosofia reformacional, ouvindo os “tapes” do L’Abri e traduzindo para o português um livro do filósofo cristão Herman Dooyeweerd: In the Twilight of Western Thought: Studies in the Pretended Autonomy of Theoretical Thought (No Crepúsculo do Pensamento Ocidental: Estudos sobre a Alegada Autonomia do Pensamento Teórico). Neste exato instante Rodolfo já alcançou a metade do livro.

Eu estou relendo os livros do filósofo cristão Roy Clouser (The Myth of Religious Neutrality e Knowing with the Heart), em parte como preparação para uma “lecture” (palestra) que eu vou apresentar no princípio do próximo termo (provavelmente em Junho) para os estudantes do L’Abri. Estou também trabalhando na revisão final da minha tradução do artigo de Dooyeweerd, The Analogical Concepts (Os Conceitos Analógicos), e na conclusão de um ensaio meu sobre filosofia cristã - uma crítica ao "dogma da autonomia da razão". Os dois artigos vão sair no primeiro número da revista eletrônica da Associação Kuyper (AKET), mas não temos previsão certa de quando isso acontecerá. Também estou ouvindo fitas de palestras do L’Abri todo fim de tarde, quando saio para caminhar.

A Alessandra ocupa a maior parte do seu tempo de estudo com o inglês. Até o fim do último termo, ela recebeu aulas de Clark, um estudante que também era professor de Inglês, mas ele voltou para o Canadá. Dois domingos atrás, no entanto, Deus levantou outro professor! Karrie, uma jovem senhora da Hope Church – a igreja que freqüentamos – se ofereceu para dar aulas de inglês para a Alessandra, todas as quartas feiras. Assim como Clark, ela é especializada em ensinar inglês para estrangeiros!

As meninas estão muito mais adaptadas agora. A Ana Elisa já não chora nem sofre para ir à escola, e está se comunicando muito melhor com Hope, a filha do Andrew, que é sua colega na Rake School. Quanto à Helena, nós recebemos uma grande bênção: há uma escola para crianças pequenas a cinco minutos a pé do L’Abri: a Greatham Nursery. Fizemos uma visita para saber se a escola era acessível, mas quase desistimos: são 11,50 libras por período de 3 horas (quase cinqüenta reais). E cerca de 28 libras por dia para ficar o mesmo período que a Ana Elisa fica na escola. Miss Jan Matthews, entretanto, conseguiu uma bolsa governamental de 8,5 libras por dia, e abriu vagas para nós três dias por semana, de modo que o custo final ficou de apenas 9 libras por semana! O custo total, até as férias de julho, será de 105 libras. Mesmo os workers do L’Abri ficaram surpresos, pois alguns tentaram mas não conseguiram colocar seus filhos pequenos nessa escola. Graças a Deus por mais um milagre!

Três vezes por semana temos uma breve reunião de oração à noite (eu, o Rodolfo e a Alessandra) para orar pelo projeto pro-l’abri Brasil. Toda terça feira fazemos a faxina da nossa casa, a School House, que não é grande, mas também não é pequena... A Alessandra sai duas vezes por semana com a Louise ou com a Helen (esposa do Andrew) para comprar víveres. E três semanas atrás nós iniciamos a “recuperação” do jardim. Explico: a casa foi o lar de Jerram Barrs (atualmente professor do Francis Schaeffer Institute, no Covenant Seminary, EUA), famoso por suas qualidades como jardineiro. Ele e sua esposa plantaram um maravilhoso jardim, que estava descuidado por uns dois ou três anos quando chegamos. De modo que o local ficou cheio de mato, ervas daninhas, etc. Nós começamos a tratar do lugar, passando o cortador de grama, arrancando ervas, podando árvores, etc. Até a Helena entrou no serviço!




Comunhão com os Workers e com a Igreja

Stephan, esposo de Louise, é estudante de doutorado na Noruega, e tem acesso à Bodleian Library , em Oxford, uma das melhores bibliotecas do mundo. No dia 19 ele nos levou de carro à cidade. Foi uma excelente oportunidade de conhecê-lo melhor, e também de conhecer uma das mais antigas e importantes universidades do mundo. Visitamos algumas livrarias, alguns “Colleges” (sem entrar, por razões econômicas), e a sede da Blackwell, uma excelente editora, cuja livraria principal funciona no mesmo lugar desde o século XIX.

Visitamos também o The Eagle and Child – nada menos que o pub onde se reunia no princípio do século XX o grupo dos Inklings: C. S. Lewis, Tolkien, Charles Williams. Para quem não sabe, Lewis escreveu "As Crônicas de Nárnia", além de muitos livros importantes sobre a fé cristã, como "Cristianismo Puro e Simples", e Tolkien criou "o Senhor dos Anéis". The Eagle and Child está em funcionamento desde o século

XVII. Como já estávamos lá, decidimos dar um pulo no "College onde C. S. Lewis foi professor de literatura clássica: o Magdalen College.










A conversa com Stephan foi interessante também (ele aparece no meio, entre eu e o Rodolfo). Ele é, definitivamente, um tomista. E não tem muita paciência com as críticas tradicionais ao tomismo. Isso é, no mínimo, curioso, tendo em vista as críticas de Francis Schaeffer ao pensamento de Tomás de Aquino! Por outro lado, apesar de discordar da crítica de Schaeffer a Tomás, com boas razões, ele mostrou algum interesse pela crítica de Dooyeweerd, que é muito mais elaborada. Ficamos sabendo também que possivelmente, no futuro, Stephan e Louise assumirão a liderança do L'Abri da Suíça. E, no retorno de Oxford, encontrei-me novamente com as flores amarelas...

Outro ponto que surgiu na viagem a questão do pós-modernismo. Depois disso tivemos mais dois encontros para discutir teologia: primeiro um chá, no escritório de Stephan, depois na School House, para conversar a respeito das idéias do filósofo cristão pós-modernista James K. A. Smith, professor do Calvin College. Nossa discussão girou em torno do conceito Lyotardiano de “metanarrativa” - nós retomamos a discussão iniciada na viagem a respeito do pós-modernismo, após ler parte da obra "Quem tem medo do pós-modernismo?", de Smith, e um artigo dele publicado na revista científica Faith and Philosophy. Smith está fazendo um excelente trabalho. E foi interessante saber que o livro foi escrito a partir de palestras que ele ministrou no L'Abri da Suíça.

Além de manter a rotina de estudos e atividades até o início do próximo termo, decidimos convidar os workers para jantar em nossa casa. Até como um ato de gratidão. Afinal, almoçamos e jantamos em suas casas por quase dois meses... Recebemos primeiro Stephan e Louise Lindholm, o casal sueco (14 de abril). A Alessandra se deu muito bem com Louise, como já tive oportunidade de observar. Depois Martha, a Húngara (22 de abril). Ela gosta muitíssimo de música clássica, especialmente de Bach. Assim, o jantar foi ao som de Bach!

No dia 28, sábado, nós fomos convidados para um almoço na casa de Stephan e Linda Procter, membros da Hope Church, em Petersfield, uma encantadora cidadezinha. Lá encontramos outros membros da igreja: John Barnard, que está apoiando um futuro L’Abri na África; Martyn e Sue, que são mantenedores de A Rocha International. Sua paixão é a defesa do meio ambiente em uma perspectiva cristã. Stephan tem um escritório em Londres, mas vive com sua esposa em Petersfield para ficar perto do L’Abri, devido ao tremendo impacto que o ministério teve em suas vidas. Eles já são idosos, mas não estão cansados da vida cristã, nem do ministério. E tem exatamente aquele discurso: o cristianismo como um sistema total de vida, que nos orienta em todas as áreas: trabalho, finanças, família, lazer, arte, etc. Todos estão muito interessados no futuro L’Abri Brasil!

O terceiro jantar, no domingo 29 de Abril, foi para Andrew e Helen Fellows, os líderes do L’Abri. Na terceira semana de Abril os dois tinham viajado para o L’Abri da Suíça, para a reunião bienial dos L’Abris e do “conselho” – os trustees. Foi uma reunião extremamente cansativa, como viemos a saber. Além das questões financeiras e práticas envolvendo todos os L’Abris, havia também algumas questões teológicas. Há um grande debate hoje, principalmente nos círculos evangélicos ingleses, em torno do conceito de atonement (expiação). Alguns evangélicos estão rejeitando a teoria da substituição penal, e tornou-se necessário discutir o ponto em uma reunião da liderança do L’Abri. Ficamos impressionados com o nível da discussão: mesmo a Helen, que não tem treinamento teológico específico, estava familiarizada com os clássicos sobre o assunto: Ireneu, Atanásio, Anselmo, e Gustaf Aulén, e com autores contemporâneos, como Kevin Vanhoozer.


Andrew chegou da Suíça visivelmente cansado. Sempre que alguém o vê descabelado, pilotando seu cortador de grama no enorme gramado do L’Abri, já sabe que ele está com a mente cansada. Pois bem: essa foi a primeira coisa que ele fez ao chegar (após dormir um dia inteiro...). Mas eles estavam felizes com o resultado. E trouxeram boas notícias também a respeito do L’Abri Brasil. Segundo ele, até este members meeting, ele estava ainda com dúvidas a respeito do apoio de todo o pessoal ao projeto. Mas após a aprovação entusiástica de Wim Rietkerk e a confirmação pelos workers da inglaterra, os membros assumiram uma atitude totalmente positiva. De modo que – ele nos disse – “It’s done!”, “Está feito!” Na perspectiva de Andrew, L’Abri Brasil é uma questão de tempo!


Agradecimentos, Desafios e Planos

Temos, novamente, muitas razões para agradecer a Deus: pela vinda do Rodolfo, que ajudou a tornar o L’Abri mais agradável para todos; pela professora de inglês da Alessandra; pela adaptação da Ana Elisa, e pela entrada da Helena na escola. Enfim, pela resposta positiva da liderança internacional a respeito do L’Abri Brasil. Temos ainda muito caminho pela frente, mas Deus está confirmando o projeto.

Temos ainda uma série de desafios. Gostaríamos de pedir orações, em primeiro lugar, pela minha palestra aqui no L’Abri, no mês que vem. Já tenho alguma facilidade para manter conversas em inglês, mas isso é bem diferente de apresentar uma palestra. Será um desafio, sem dúvida.

Temos ainda a questão do seguro de saúde para a família. Recebemos algumas sugestões a respeito, mas ainda estamos procurando uma alternativa mais em conta. Provavelmente vamos tomar uma decisão até o meio deste mês. Estamos também com algumas dificuldades financeiras, visto que parte dos mantenedores não pôde contribuir neste mês, e a nossa Igreja no Brasil (Batista do Caiçara) está passando por problemas financeiros.

Outra questão importante: temos planos de fazer uma visita ao L’Abri da Holanda, para ter um contato pessoal com Wim Rietkerk, o líder internacional do L’Abri e, se possível, para nos encontramos com Henk Geertsema, ex-worker do L’Abri e professor de filosofia reformacional da Vrije Universiteit. São contatos importantes para o L’Abri Brasil e para a AKET. Vamos ainda levantar os custos da viagem, mas seria importante fazê-la, se possível, antes de Julho, pois Wim possivelmente irá ao III Congresso da Rede de Cosmovisão e Curitiba, no mês de Julho.

Agradecemos aos irmãos da Igreja Batista do Caiçara, e da Igreja Cristã Injili que tem apoiado nosso ministério, e a toda equipe do pro-l’abri “em terra”!

Abraços,

Guilherme, Alessandra, Ana Elisa e Helena Carvalho






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TITULAR: Guilherme V. R. Carvalho