quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A Igreja Brasileira na Cultura Emergente


Descrição do Tema:

Talvez a maior transformação cultural que observamos na história recente do ocidente seja a de um paradigma moderno de pensamento e cultura para aquilo que muitos denominam pós-modernidade. Dentre as grandes mudanças na cultura estão a transformação do conceito de verdade, o ressurgimento de formas variadas de espiritualidade, a crítica à noção de progresso econômico e tecnológico ocidental, o ceticismo em relação ao método científico como caminho privilegiado do conhecimento, o pessimismo em relação às grandes narrativas e ao futuro da humanidade e o pluralismo cultural e religioso.

De uma realidade apenas descrita em livros e análises culturais esta nova cultura, denominada emergente, já se mostra fundamental na formação das novas gerações. Dentro do universo cristão mundial tal mudança de paradigma, ou de visão de mundo, vem acompanhada da proposta de uma nova forma de cristianismo, que responda e se adapte às novas realidades. Para muitos, o cristianismo está emergindo de algo ultrapassado e estagnado para algo novo e dinâmico. Nesta onda de novidades, muitas têm sido as propostas de reformulação do pensar a fé cristã, incluindo expressões de sua espiritualidade, sua visão de salvação, suas formas de culto, de adoração e sua visão de verdade. O movimento cristão emergente, como vem sendo denominado, apresenta desafios reais a uma igreja resistente a mudanças, atraindo muitos daqueles que crescem em um novo contexto cultural.

Com um número expressivo de literatura, sites, blogs, grupos de estudo e igrejas pelo mundo e, crescentemente, no Brasil, os emergentes devem ser ouvidos em suas propostas e avaliados em seus riscos. Este é o contexto em que abordaremos o tema A Igreja Brasileira na Cultura Emergente, buscando entender esta nova realidade que nos cerca, oferecendo respostas cristãs sólidas e sensíveis ao nosso tempo. Isto será feito por meio de palestras, workshops, momentos de perguntas e respostas e muita comunhão nos dias 14, 15 e 16 de agosto de 2009, no aconchegante Sítio da MPC, em Macacos, MG.

Informações e Inscrições:

SOLICITE A FICHA DE INSCRIÇÃO E MAIORES INFORMAÇÕES PELO EMAIL:
labri.brasil@gmail.com

Ou ligue: 31 9225-1923 (Vanessa)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Publicada a Revista Diálogo & Antítese

Caros leitores,

Foi publicada agora em Maio o primeiro número da revista científica eletrônica da Aket, a "Diálogo & Antítese: Revista de Religião e Transdisciplinaridade":

Trata-se de um grande passo, não apenas para a Associação Kuyper, mas também para o progresso do pensamento cristão no Brasil!

Como editor da D&A, peço a todos o apoio para a revista, lendo artigos, escrevendo trabalhos e ajudando na divulgação.

Cor Et Res Coram Deo!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

HOJE: Colóquio da Aket em BH!

Caríssimos,

hoje à noite acontece o nosso primeiro colóquio mensal da Aket!

O propósito do colóquio é manter um espaço de compartilhamento e enriquecimento intelectual para os militantes e os simpatizantes do pensamento neocalvinista; uma oportunidade de se atualizar, conhecer gente e contribuir com indicações de livros, perguntas honestas e novas idéias.

No colóquio de hoje o Rodolfo vai falar de sua dissertação de mestrado na UFMG, e sobre como a filosofia reformacional é uma ferramenta excepcional para avaliar e julgar a estruturação e o resultado de projetos sociais e de desenvolvimento comunitário.

LOCAL: LIVRARIA STATUS - CAFÉ, CULTURA E ARTE, Rua Pernambuco 1150, SAVASSI.

HORÁRIO: 19h30

INFORMAÇÕES: Guilherme ou Alessandra (25358962)

quinta-feira, 28 de maio de 2009



Instituto Faraday Lança Documentário sobre Religião e Ciência


Não é de hoje que os líderes cristãos envolvidos com a integração de fé e academia procuram subsídios pedagógicos realmente úteis - que não pequem por amadorismo acadêmico ou de qualidade da produção.

Pois agora a resposta às orações de muita gente está chegando: o Instituto Faraday para Ciência e Religião está finalizando um programa especial de educação em Religião e Ciência para igrejas que será lançado em 1 de Julho deste ano. O programa, batizado com o nome "Test of Faith: Resources for Churches from the Faraday Institute for Science and Religion" (O Teste da Fé: Recursos para Igrejas do Instituto Faraday de Ciência e Religião) visa prover igrejas e ministérios envolvidos com o trabalho acadêmico com vídeos e textos de alto nível e grande acessibilidade.

Prêmio Internacional

O filme já foi exibido para públicos restritos. Em 16 de Março foi apresentado no Festival de Ciências de Cambridge, e noticiado em vários órgãos, como o Daily Telegraph. E já foi premiado antes mesmo do lançamento oficial - ganhou a prata como o melhor documentário do ano pela International Visual Communications Association.

O documentário será lançado oficialmente em Julho, mas eu tive acesso antecipado ao filme, que sairá com legendas em português (além do francês, russo, espanhol, chinês, e dublado em árabe e farsi). Eu não poderia assim deixar de dar aos leitores uma canja aos meus leitores.

Quem Fez

O projeto foi concebido e pilotado pela geneticista Ruth Bancewicz, pesquisadora associada do Instituto Faraday desde a sua fundação, em 2006, com o apoio de James Crocker. O Faraday recebeu um financiamento especial de 1,901,068 dólares da John Templeton Foundation para desenvolver o projeto em parceria com a Contrapositive New Media.

Várias sumidades no campo das ciências e da teologia foram convidadas para as entrevistas, incluindo o físico-matemático de Cambridge e pastor anglicano John Polkinghorne, o físico Ard Louis, de Oxford, o neurocientista Bill Newsome, o teólogo Alister McGrath, o diretor do projeto Genoma Humano, Dr. Francis Collins e o historiador da ciência Peter Harrison, entre outros. No terceiro documentário aparece o biólogo molecular John Bryant - muitos leitores gostarão de saber o que ele me disse pessoalmente: foi o encontro com Francis Schaeffer no L'Abri que salvou a sua fé.

Os Documentários

O programa é centralizado em três documentários que abordam as três frentes onde o debate sobre religião e ciência é mais intenso: a cosmologia, a biologia evolucionária e as neurociências.

No primeiro deles é apresentada uma exposição muito didática do conceito de "ajuste-fino cósmico" (fine-tunning), ou seja, a idéia de que o universo apresenta uma série de características singulares e surpreendentes que indicam a existência de um propósito e uma mente divina. O fenômeno do ajuste-fino cosmológico é a principal evidência para o que foi denominado "princípio cosmológico antrópico" - o universo foi projetado para que enfim o ser humano viesse à existência. O documentário discute ainda o status da noção de "multiverso", uma das saídas procuradas por cosmologistas não cristãos para escapar das implicações do princípio antrópico.

O segundo documentário trata do problema da evolução biológica. A crítica ao criacionismo da terra jovem e ao Design Inteligente é respeitosa mas incisiva. O roteiro apresenta uma defesa da compatibilidade essencial entre a idéia cristã de Criação e a teoria da evolução. E o grande argumento em defesa da posição evolucionista teísta é a descoberta de Simon Conway Morris, paleobiólogo de Cambridge, de que o fenômeno da convergência evolucionária - espécies separadas desenvolvendo características estruturalmente idênticas ou quase - é muito mais extenso e capilar do que se imaginava.

Morris e outros relacionam esse fato com o argumento cosmológico antrópico, sugerindo que a teoria da evolução, corretamente interpretada, não seria evidência de que a vida surge "por acaso". Antes, o mecanismo evolucionário seria na verdade um processo muitíssimo mais complexo e ainda insuficientemente compreendido de produzir complexidade. Ou seja: haveria evidência empírica de que a evolução foi dirigida por Deus. O segundo filme trata ainda do problema do mal, do aquecimento global e da vocação cristã de cuidar do planeta terra.

O terceiro documentário foca a questão da personalidade humana, no contexto das neurociências: seria possível, como alguns neurocientistas vem alegando, que a personalidade, a consciência - tudo aquilo que costumávamos chamar de "alma" - seja meramente uma projeção de nosso cérebro físico, um epifenômeno? Vários cientistas cristãos são convocados para explicar porquê essa alegação é gratuita: na verdade, cada movimento da personalidade humana tem uma contraparte neurológica, mas isso não prova que a personalidade seja uma ilusão, que o real seja apenas a química cerebral. Somos seres profundamente corporais, mas a mente é uma realidade emergente que transcende ao cérebro, e que é capaz de provocar mudanças reais no mundo físico. E porque nossas personalidades são reais, as questões de valores éticos também são reais, irredutíveis e insolúveis do ponto de vista da ciência do cérebro.

Além dos três filmes principais, os diretores produziram ainda três sequências "bônus" com entrevistas com cientistas, teólogos e filósofos.

Materiais Didáticos: O Brasil Precisa

Juntamente com os documentários a equipe desenvolveu um livro e outros materiais didáticos que serão lançados pela Paternoster na Inglaterra. Seria muito interessante se alguma editora brasileira manifestasse interesse pela tradução e publicação desses materiais de apoio no Brasil. Eles com certeza poderão ser muito úteis para a evangelização universitária e a educação cristã por essas terras, e carregarão consigo o peso de um documentário de alto nível.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Darwinismo Hoje: Impressões sobre o II Simpósio da Mackenzie


É possível um debate inteligente sobre Darwinismo e Design Inteligente no Brasil?

A julgar pelo clima belicoso cultivado cuidadosamente na grande mídia e na blogosfera muita gente já respondeu "não", e eu me contava entre os pessimistas até participar do II Simpósio Internacional da Mackenzie, "Darwinismo Hoje".

O simpósio incluiu vários nomes importantes: John Lennox, professor de matemática e de filosofia da ciência na universidade de Oxford, Paul Nelson, pesquisador do Discovery Institute e professor da Universidade Biola, e o Dr. Marcos Eberlin, professor da Unicamp, defenderam a posição do Design Inteligente. Adauto Lourenço foi também convidado a apresentar um mini-curso sobre o Criacionismo. Do lado evolucionista estavam o Dr. Aldo Mellender de Araújo, professor da UFRS e o Dr. Gustavo Caponi, da UFSC. Comentando o comportamento da grande mídia no trato da questão estava o jornalista Maurício Tuffani (para mais detalhes sobre a titulação e atividade de cada um, clique aqui). Mas falemos um pouquinho sobre as palestras e as idéias de cada um.

As Palestras e as Idéias

Os defensores do Design Inteligente (ou "DI") trataram de temas bastante diferentes, embora claramente interligados. O Dr. Lennox, que abriu o Simpósio na segunda à noite falando sobre "A Origem da Vida e os Novos Ateus", e tratou no terceiro dia dos "Fundamentos da Moralidade", soube explorar algumas das principais fraquezas da dobradinha evolucionismo/ateísmo: a incapacidade do materialismo em sustentar qualquer fundamento claro para a inteligibilidade do universo (citando explicitamente o Dr. John Polkinghorne), as evidências de "sintonia fina" (fine-tunning) no universo, que constituem um argumento teísta completamente independente da biologia evolucionária (o chamado "macro-design"), e as dificuldades imensas de fundamentar uma ética plenamente humana no darwinismo.

O Dr. Paul Nelson destacou a evidência científica contrária à macro-evolução levantada recentemente a partir de estudos genéticos, citando o ataque à "Árvore da Vida" de Darwin (o seu modelo de "especiação" ou multiplicação de espécies de seres vivos a partir de um ancestral comum) publicado pela revista New Scientist e demonstrou a origem surpreendentemente teológica dos argumentos Darwinistas contra o DI que se apóiam nas alegadas "imperfeições" como evidências de seleção natural não-inteligente. Na segunda palestra, destacou a dificuldade do Darwinismo de lidar com o fenômeno da consciência, com a realidade do mal, e com a exigência de uma ética genuína.

Já o Dr. Marcos Eberlin seguiu uma abordagem mais didática, apresentando as idéias básicas do DI, primeiro em uma oficina no terceiro dia do simpósio, e depois em sua própria plenária: "Fomos Planejados - A maior descoberta de todos os tempos." Que por sinal foi extremamente instrutiva. O Dr. Eberlin foi pródigo em apresentar massas de evidência bioquímica e genética de altos níveis de "complexidade irredutível", corroborando a abordagem lançada por Michael Behe em "Darwin's Black Box" ("A Caixa Preta de Darwin", publicado no Brasil pela Jorge Zahar Editor). O pesquisador Adauto Lourenço apresentou um mini-curso sobre Criacionismo para clarear as idéias dos curiosos sobre o assunto e prepará-los melhor para a discussão.

Os evolucionistas ateístas presentes limitaram-se a um tratamento também didático da questão, procurando esclarecer com precisão os fundamentos do Darwinismo contemporâneo. O Dr. Aldo Mellender falou sobre "Darwin ontem e Hoje: 150 anos de 'A Origem das Espécies'", oferecendo um esclarecedor histórico do desenvolvimento da teoria, desde seus antecessores até desdobramentos recentes como a sociobiologia e a explicação evolucionária do comportamento altruísta, e a contemporânea biologia evolutiva do desenvolvimento (a famosa Evo-Devo). Em sua oficina o Dr. Mellender introduziu os ouvintes ao complexo problema das correntes no Darwinismo contemporâneo - onde a situação é talvez um pouco mais confusa do que se imagina. O Dr. Gustavo Caponi apresentou um mini-curso sobre "Evolucionismo", explanando detalhadamente o conceito de "seleção natural", e fez uma exposição informativa sobre a principal obra de Darwin - "A Origem das Espécies". Ambos expressaram a visão quase consensual entre darwinistas ateístas de que pode-se falar no máximo em uma "teleologia naturalizada", na forma de um determinismo mecânico, mas não de teleologia genuína.

O Debate

E na última sessão deu-se o esperado "pinga-fogo" - a mesa redonda com todos os participantes (exceto o Prof. Adauto Lourenço), que responderam a questões formuladas a partir das perguntas feitas ao longo de todo o Simpósio. Em termos de lucidez e de gentileza é preciso dizer que ambos os "lados" empataram - ou que ambos igualmente venceram. Em especial precisamos destacar a atitude respeitosa e dialógica dos professores, Paul Nelson (DI) e Aldo Mellender (Evolucionista). Quisera Deus que muitos cristãos tivessem o espírito daquele filósofo ateu - e que muitos ateístas tivessem a oportunidade de conversar com um teísta como Paul Nelson.

Quanto aos argumentos, é difícil não concluir que os defensores do DI se saíram melhor. Talvez por uma razão mais ou menos óbvia: os DI's vem sofrendo ataques e articulando defesas contra os ateístas militantes há muitos anos, e desenvolveram uma competência elevada na apresentação de seus argumentos. Já os evolucionistas convidados se apresentaram de uma forma quase não-apologética, defendendo-se eventualmente de forma "ad hoc" e levantando críticas definidas mas evidentemente não muito desenvolvidas. Ninguém deve concluir, no entanto, que os argumentos dos darwinistas ateus acabam por aí: o resultado reflete apenas a realidade brasileira versus a realidade americana.

A despeito dessa concessão, o debate realmente mostrou uma realidade que vem se desenhando internacionalmente: o darwinismo ateu "militante" de fato não tem recursos suficientes para lidar com o problema do "sentido", da "racionalidade", do "valor" - enfim, com a experiência humana de que o círculo da realidade é maior do que o círculo da matéria pura. Há sentido e propósito no mundo, e não é possível esgotar o significado da vida humana a partir da seleção natural. Na verdade, de um modo contraditório, a meu ver, até mesmo Mellender e Caponi admitiram prontamente o fato, insistindo no entanto na prioridade da seleção natural como fonte de complexidade biológica e direcionadora do processo evolucionário.

Maurício Tuffani

Excepcional, e digna de nota aqui, foi a admissão do jornalista Maurício Tuffani (ex-editor-chefe e ex-redator-chefe da revista Galileu, ex-editor de ciência da Folha de São Paulo, entre outros méritos), de que o tratamento dado ao debate entre DI e Evolucionismo não foi equilibrado (ou justo), e que o fato reflete na verdade uma crise no jornalismo internacional. Entre outros problemas que se tornaram crônicos no Brazil estaria substituição da pesquisa e descoberta de informações pela mera divulgação de informações, o domínio do jornalismo por corporações, e a tendência do jornalismo opinativo de se tornar um mero espelho de certo público cativo.

Para quem acompanha o jornalismo científico, é um alívio perceber manifestações de sanidade em um ambiente tão polarizado pela desinformação sobre religião e ciência.

Um Balanço

O que poderíamos dizer, de um modo geral? A despeito do silêncio dominante, excetuado por uns poucos anátemas blogosféricos de ateístas militantes, é certo que o evento foi um sucesso se considerado do ponto de vista da urgente apresentação do debate sobre o Darwinismo e a Religião em termos maduros e genuinamente acadêmicos. Quem tinha preconceitos contra o evolucionismo ou contra o DI teve oportunidades reais de se atualizar.

Foi impossível não observar, no entanto, a total ausência de representação dos evolucionistas teístas ou dos criacionistas evolucionários. Na visão de alguns, isso obliteraria o conflito polar entre o DI e o naturalismo filosófico dos Evolucionistas ateus, e isso talvez não fosse interessante para a Mackenzie neste momento; talvez porque a introdução do DI na instituição já seja um dos objetivos principais do Simpósio.

Eu cheguei a perguntar ao Dr. Mellender sobre a obra de dos mais importantes paleobiólogos da atualidade - o Dr. Simon Conway Morris, da Universidade de Cambridge - que defende evidências de teleologia (e, assim, de uma providência divina) não nas "lacunas" do processo evolucionário, mas em seu próprio cerne, no fenômeno da convergência evolucionária. O Dr. Mellender expressou conhecimento da obra, e embora discorde de Morris, admitiu com um sorriso que o seu trabalho "é de meter medo" - para ateístas, é claro. Há também outros cientistas e/ou filósofos da ciência que tem visões mais nuançadas sobre a distância entre o DI e Darwin.

No futuro, quando a proposta do DI tiver lançado raízes mais fortes na instituição, seria de grande valor para o diálogo entre religião e ciência no Brasil a inclusão de nomes como Alister McGrath, Jacob Klapwijk, ou Del Ratzsch, cuja reflexão sobre DI e Evolução já mais alguns passos adiante.

Não poderíamos encerrar essa reflexão sem manifestar o nosso apoio à Universidade Mackenzie e à sua Chancelaria. A direção dessa universidade está envolvida em um importantíssimo projeto de promover a educação e a erudição acadêmica com raízes e traços claramente cristãos e reformados. Tenho ciência de que muita gente - inclusive muitos cristãos evangélicos - não vêem tal empreendimento com bons olhos, unindo-se na desconfiança à sociedade secular. Mas a estes eu só poderia sugerir que se informem melhor a respeito. Se há alguma falha, que se reconheça a coragem de confessar a Cristo no mundo acadêmico, e que se devolva o justo cumprimento da genuína cooperação.

O fim da modernidade e a aproximação do mundo pós-secular são um fato, e os cristãos conscientes deveriam ser os últimos no mundo a sentir saudades da universidade "laica". Que de "laica", é certo, nunca teve nada; mas isso seria assunto para outro artigo!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Religião e Ciência 2.0

Um apelo muito ponderado sobre a atitude a respeito do debate sobre religião & ciência no blog do Osame (Sem Ciência), baseado em sua palestra dada na USP na semana passada. Vale a pena conferir!

Religião e Ciência 2.0